
Uma falha de segurança identificada nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) resultou no vazamento de dados de aproximadamente 2 milhões de beneficiários. A informação foi confirmada pelo órgão nesta quinta-feira (21), após apuração conduzida pela Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações previdenciárias no país.
De acordo com o INSS, o problema foi detectado no dia 22 de abril pela Dataprev, que iniciou imediatamente uma investigação para dimensionar o alcance do incidente. A estatal é responsável pela administração de uma ampla base de dados de aposentados, pensionistas e demais segurados da Previdência Social.
Em nota, o instituto informou que medidas de segurança foram implementadas logo após a identificação da falha e destacou que a maioria dos registros acessados pertence a pessoas já falecidas. Segundo os dados preliminares, cerca de 97% dos CPFs expostos seriam de cidadãos com registro de óbito.
Ainda conforme o órgão, aproximadamente 50 mil casos envolvem pessoas sem registro de falecimento, número que representa menos de 3% do total de registros comprometidos. Os dados seguem em fase de consolidação pela Dataprev.
O INSS também procurou tranquilizar os segurados ao afirmar que o vazamento não permite, de forma automática, a contratação de empréstimos consignados ou a liberação de benefícios. O instituto explicou que operações financeiras exigem validações adicionais e apresentação de documentos específicos.
Em relação a benefícios como pensão por morte, o órgão destacou que há exigências legais e etapas obrigatórias de verificação, incluindo a apresentação da certidão de óbito e análise documental antes da concessão.
O caso segue sendo monitorado pela Dataprev e pelo INSS, que ainda investigam as circunstâncias da falha e possíveis impactos aos beneficiários.