QUADRILHA SUSPEITA DE MOVIMENTAR R$ 3 MILHÕES COM TRÁFICO DE DROGAS EM CARUARU É ALVO DE OPERAÇÃO DO MPPE

Facebook
WhatsApp
Email
Imagem: Divulgação/MPPE

Uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro entre Pernambuco e São Paulo foi alvo da segunda fase da Operação Eneida, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Grupo de Atuação Especializado de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE). A ação teve como objetivo desarticular um esquema criminoso com atuação em Caruaru, no Agreste do estado.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra dois investigados. Conforme o Ministério Público, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, uma arma de fogo de uso restrito, grande quantidade de dinheiro em espécie e mais de cinco quilos de uma substância com características semelhantes à cocaína. O valor estimado da droga ultrapassa R$ 200 mil.

As investigações também resultaram no bloqueio judicial de mais de R$ 1,7 milhão em contas bancárias e ativos financeiros ligados aos suspeitos. Além disso, bens móveis, incluindo veículos utilizados pelos investigados, foram sequestrados por determinação da Justiça.

Segundo o Gaeco, a quadrilha teria movimentado mais de R$ 3 milhões em aproximadamente um ano de atuação, estruturando um esquema de abastecimento de drogas em Caruaru e cidades vizinhas. A suspeita é de que o grupo utilizava identidades falsas para abertura de contas bancárias e ocultação de antecedentes criminais, facilitando a circulação do dinheiro e dificultando o rastreamento dos recursos.

Outro fator que chamou atenção dos investigadores foi o suposto padrão de vida elevado mantido pelos investigados, considerado incompatível com a ausência de renda formal comprovada.

O grupo é investigado por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público, a ofensiva representa um avanço na estratégia de combate ao crime organizado, com foco na interrupção do financiamento das atividades criminosas e no enfraquecimento da estrutura logística da quadrilha.

A operação contou com apoio de forças de segurança de Pernambuco e São Paulo, incluindo o GAECO paulista, a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Caruaru, a DRACCO, o Canil do 1º BIESP, além das Polícias Civil e Militar paulista.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp

Veja também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *