
Premiação acontece a partir das 21h. (Imagem: Divulgação)
Neste domingo (02) o cinema brasileiro vive um grande momento! “Ainda Estou Aqui”, inspirado no livro escrito por Marcelo Rubens Paiva, está concorrendo a três categorias na maior premiação cinematográfica do mundo. O anúncio dos vencedores acontece em cerimônia neste domingo (02) e vai contar da torcida de todos os brasileiros com grande expectativa. A cerimônia da 97ª edição do Oscar acontecerá no Teatro Dolby, em Los Angeles, às 21h.
Nesta edição o Brasil está sendo representado em três categorias com “Ainda Estou Aqui”: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. Esta é a primeira vez que o país concorre na categoria de Melhor Filme.
A espera dos brasileiros tomou grande proporção, principalmente nas redes sociais, logo após Fernanda Torres ganhar o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama, no último dia 05 de janeiro. A atriz foi a primeira brasileira a receber o prêmio, dedicando o troféu a sua mãe Fernanda Montenegro, que foi a primeira indicada para levar a estatueta no país em 1999 com o filme “Central do Brasil”.
Além de “Ainda Estou Aqui”, também concorrem na categoria de Melhor Filme: “Anora”, “O Brutalista”, “Um Completo Desconhecido”, “Conclave”, “Duna: Parte 2”, “Emilia Pérez”, “Ainda Estou Aqui”, “Nickel Boys”, “A Substância” e “Wicked”.
“Ainda Estou Aqui” tem direção de Walter Salles. O cineasta brasileiro já foi o responsável por levar o Brasil a grandes indicações também em outra oportunidade com “Central do Brasil”, na mesma indicação de Fernanda Montenegro.
A obra é inspirada no livro do escritor brasileiro Marcelo Rubens Paiva, filho do ex-deputado Rubens Paiva que foi morto durante a ditadura militar. Marcelo documentou, em “Ainda Estou Aqui”, a luta de sua mãe, Eunice Paiva, para que sua família tivesse o registro do que de fato aconteceu com o seu marido, Rubens Paiva.
Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, foi uma importante ativista brasileira que lutou contra a opressão, censura e horrores da ditadura militar, na década de 70, além de ganhar grande espaço na pauta de direitos dos indígenas, promovendo debates sobre a importância da demarcação de terras para combater o garimpo ilegal que põe em risco a fauna, flora e a vida dos povos originários.
Por: Natália Rodrigues.