
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, apresentou nesta quarta-feira (26) algumas das principais propostas que pretende implementar caso seja eleito. Entre elas estão uma nova reforma da Previdência, cortes de gastos públicos e mudanças profundas na política de segurança.
Na economia, Renan afirmou que pretende economizar cerca de R$ 1,1 trilhão em cinco anos por meio de reformas e redução de despesas. O candidato também defendeu retirar as vinculações constitucionais dos gastos mínimos com saúde e educação, permitindo maior flexibilidade na aplicação dos recursos.
Na segurança pública, prometeu intensificar o enfrentamento às facções criminosas e construir dez novos presídios federais. Renan afirmou ainda que pretende adotar medidas inspiradas na política de segurança de El Salvador, incluindo o uso do estado de defesa em regiões controladas pelo crime organizado.
Outro ponto de destaque foi a defesa de que o Brasil desenvolva armas nucleares no futuro. Para isso, o candidato admitiu a possibilidade de retirar o país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, argumentando que o armamento seria necessário para ampliar a capacidade de defesa e a influência internacional brasileira.
Renan também voltou a falar sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, determinações judiciais consideradas ilegais não deveriam ser cumpridas, embora tenha ressaltado que isso não significaria desrespeitar todas as decisões da Corte.
Durante a entrevista, o candidato ainda criticou a política externa do governo Lula, que classificou como excessivamente alinhada à China, e afirmou que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade econômica, militar e diplomática diante de uma possível reorganização da ordem mundial.
Renan também declarou ser contrário à retirada do direito ao voto de beneficiários de programas sociais e pessoas sem propriedades, proposta anteriormente defendida por um dos colaboradores de seu plano de governo.