ENTIDADES DE IMPRENSA CRITICAM DECISÕES JUDICIAIS APÓS CANCELAMENTO DE DEBATE DA GLOBO

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Imagem: Reprodução/Globo/Manoella Mello

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram uma nota conjunta após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º). As entidades afirmaram que as decisões judiciais alteraram regras previamente estabelecidas entre a emissora e os partidos.

O debate foi cancelado depois de duas decisões judiciais. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Globo não exibisse o púlpito reservado ao presidente Lula (PT), que havia informado que não participaria, e também impediu perguntas direcionadas ao candidato ausente.

Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no debate. A Globo havia organizado o encontro de acordo com os critérios previstos para a participação dos candidatos e, após as mudanças judiciais, decidiu cancelar o programa. Flávio Bolsonaro (PL), que havia confirmado presença, também desistiu de participar.

Na manifestação, ABERT, ANER e ANJ classificaram as decisões como uma interferência nas regras do debate e afirmaram que o episódio afetou o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos. A avaliação sobre a liberdade de imprensa e os efeitos das decisões é das próprias entidades, que defenderam a manutenção das regras previamente acordadas.

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