
O contingente de brasileiros aptos a votar fora do país cresceu nos últimos dez anos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918 mil eleitores residentes no exterior poderão participar das Eleições Gerais deste ano, um salto em relação aos 354 mil registrados em 2014. O grupo representa uma fatia pequena do eleitorado nacional, pouco acima de 0,5% do total.
Estados Unidos, Portugal e Japão concentram o maior número de brasileiros habilitados a votar fora do território nacional. Ao todo, a Justiça Eleitoral organiza a votação em 186 cidades espalhadas pelo mundo, onde são montadas seções eleitorais, normalmente em consulados e embaixadas, mas também em hotéis, escolas e outros locais cedidos para a ocasião. Vale lembrar que, no exterior, o voto é restrito à disputa presidencial e não inclui cargos legislativos ou estaduais.
PERFIL DO ELEITOR
O levantamento traça ainda um retrato desse eleitorado. As mulheres são maioria, somando 57% dos votantes no exterior. Quanto à escolaridade, 38% já concluíram o ensino superior. Em relação à idade, a faixa entre 35 e 49 anos reúne o maior número de eleitores.
ABSTENÇÃO HISTÓRICA
Apesar do crescimento do eleitorado, a participação segue como um desafio. De acordo com o TSE, a taxa de abstenção entre brasileiros no exterior supera os 50% em todas as eleições desde 2010, patamar bem superior ao registrado dentro do país.
Os números fazem parte do Painel de Dados do Eleitorado no Exterior, ferramenta lançada pelo TSE em julho deste ano. A plataforma permite consultas segmentadas por continente, país e cidade, além do histórico de comparecimento e abstenção em pleitos anteriores.
Eleitores que estiverem fora do Brasil e não puderem votar têm a opção de justificar a ausência presencialmente, em uma mesa receptora de justificativas, ou de forma digital, pelo aplicativo e-Título.