
O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável em um processo que apura dois episódios de violência sexual contra uma mulher. A decisão também determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à vítima, além das custas processuais. A defesa ainda pode recorrer.
Segundo a decisão da 17ª Vara Criminal do Recife, os crimes ocorreram em 2018 e 2019. O primeiro episódio teria acontecido durante uma viagem a Fernando de Noronha. De acordo com o processo, a vítima relatou ter recebido um medicamento tranquilizante e afirmou que o empresário tentou beijá-la à força. No dia seguinte, segundo o relato apresentado à Justiça, ela teria despertado com Carvalheira sobre seu corpo.
O segundo episódio ocorreu em 2019, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Conforme consta no processo, o empresário teria tentado obrigar a mulher a manter relação sexual. A condenação considera os dois episódios de forma conjunta.
Carvalheira também responde a outro processo criminal relacionado a denúncias que vieram a público em 2024. Na ocasião, outras mulheres relataram episódios de violência sexual e afirmaram que teriam sido dopadas antes dos supostos abusos. Esse processo ainda será analisado pela Justiça.
O empresário chegou a ser preso em abril de 2024, mas foi liberado quatro dias depois. Em junho daquele ano, voltou a ser detido e permaneceu preso por cerca de cinco meses. Posteriormente, obteve liberdade e passou a responder aos processos fora da prisão.
A nova condenação não encerra a possibilidade de recurso. O empresário poderá contestar a decisão nas instâncias superiores, conforme os mecanismos previstos na legislação.