BOA VIAGEM LIDERA POLUIÇÃO POR BITUCAS NO BRASIL, E PORTO DE GALINHAS APARECE ENTRE ÁREAS CRÍTICAS, APONTA ESTUDO

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Foto: Reprodução internet

Uma pesquisa internacional aponta que duas praias de Pernambuco estão entre os locais mais críticos de poluição por bitucas de cigarro no Brasil, evidenciando a presença desse tipo de resíduo em quantidades consideradas elevadas. No Brasil, a praia com maior contaminação por esse tipo de resíduo é Boa Viagem, em Recife, com uma média de 8,85 bitucas por metro quadrado. Em terceiro lugar, temos Porto de Galinhas, localizado em Ipojuca, com uma média de 1,57 bituca por metro quadrado.

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Environmental Chemistry Letters, que analisou informações de 55 países entre 2013 e 2024. O Brasil figura entre os principais focos de monitoramento e contaminação, ocupando a quarta posição no ranking global de concentração crítica desse tipo de resíduo.

Em escala mundial, as bitucas de cigarro são apontadas como o resíduo mais descartado no meio ambiente, com cerca de 4,5 trilhões de unidades lançadas anualmente em áreas urbanas e naturais. A análise de 130 estudos científicos indica uma densidade média global de 0,24 bitucas por metro quadrado, embora haja variações significativas entre regiões.

Segundo os pesquisadores, esses resíduos representam, em média, 12% do lixo encontrado em ambientes aquáticos, podendo ultrapassar 50% em determinados países. Classificadas como resíduos perigosos, as bitucas são compostas por materiais como acetato de celulose, papel e substâncias tóxicas, capazes de contaminar o solo e a água ao liberar compostos nocivos de forma gradual.

O estudo também aponta que praias são os ambientes mais impactados, em razão da intensa atividade turística e do descarte inadequado. Além do litoral pernambucano, áreas como Santa Cruz dos Navegantes, no Guarujá (SP), também apresentam níveis elevados de poluição.

Os chamados “hotspots”, regiões com alta concentração de resíduos, foram identificados em 17 países, especialmente na Ásia e na América Latina. Por outro lado, áreas ambientalmente protegidas registram índices até cinco vezes menores de contaminação, embora não estejam imunes ao problema.

Os autores defendem a adoção de políticas públicas mais rigorosas para reduzir o descarte irregular e ampliar a conscientização sobre os impactos ambientais das bitucas de cigarro.

Por: Bell Pereira

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