PROJETO DE LEI CRIA PUNIÇÃO COM RECLUSÃO DE DOIS A OITO ANOS E MULTA POR EXTORSÃO PRATICADA POR FLANELINHAS

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Projeto ainda está em análise na Câmara dos Deputados. (Imagem: Reprodução/Internet)

Projeto ainda está em análise na Câmara dos Deputados. (Imagem: Reprodução/Internet)



Flanelinhas que geralmente estão nas ruas auxiliando a estacionar ou até mesmo limpar automóveis podem sofrer penalidades se aprovado o Projeto de Lei 239/25, que altera o Código Penal. O projeto tipifica como crime de extorsão praticado por guardadores informais de veículos em via pública. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.



A proposta é do deputado General Pazuello (PL-RJ). Segundo ele, quem exigir ou cobrar remuneração para guardar, estacionar ou vigiar veículo estacionado em via pública, sem autorização do poder público, poderá ser punido com reclusão de dois a oito anos e multa. A pena será aumentada de 1/3 até a metade se vítima for mulher, pessoa idosa, pessoa com deficiência ou ainda se estiver acompanhada de criança ou adolescente. E será dobrada se o crime for cometido com violência implícita ou ameaça indireta, criando situação de medo ou constrangimento.


General Pazuello argumenta que, apesar de a atividade de guardador e lavador autônomo de veículo ser regulada pela Lei 6.242/75, falta a tipificação penal do que considera “exercício criminoso da profissão por quadrilhas que extorquem proprietários de veículos, cobrando preços estratosféricos sob a ameaça velada de causar danos à pessoa ou ao veículo”.


“A prática é verificada em várias cidades brasileiras, principalmente naquelas com maior concentração de pontos turísticos, praias, estádios, casas de shows, teatros e até hospitais, onde os chamados ‘flanelinhas’ atuam, se apropriando do espaço público e praticando a conduta extorsionária”, afirma Pazuello.


A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.



Fonte: Agência Câmara de Notícias

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