BANCÁRIOS DA CAIXA INICIAM GREVE NACIONAL NESTA QUINTA; BB TERÁ PARALISAÇÃO PARCIAL

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Imagem: Gustavo Moreno/STF

Bancários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação será parcial, com adesão de trabalhadores de algumas bases sindicais do país.

O principal impasse nas duas instituições está relacionado ao custeio dos planos de saúde dos funcionários.

Na Caixa, a proposta apresentada previa o aumento da contribuição dos trabalhadores ao Saúde Caixa. Atualmente, os bancários pagam 3,5% do salário-base, além de R$ 480 mensais por dependente. Para dependentes com idade entre 24 e 27 anos, a cobrança é de R$ 800.

Pela proposta do banco, a contribuição passaria para 5,5% do salário-base, enquanto o valor por dependente subiria para R$ 870. Na faixa etária mais elevada, a cobrança chegaria a R$ 1.050.

A proposta foi rejeitada em grande parte das assembleias realizadas pelo país. Ao todo, 93 bases sindicais decidiram pela greve. Outras 35 rejeitaram os termos apresentados, mas optaram por continuar negociando.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, afirmou que a principal preocupação da categoria é com o Saúde Caixa e que a proposta ficou distante das expectativas dos trabalhadores.

Em nota, a Caixa informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas e que busca um entendimento que considere os interesses dos empregados, a sustentabilidade da instituição e a continuidade dos serviços.

No Banco do Brasil, as assembleias tiveram resultados diferentes entre as bases sindicais. Uma proposta de aporte de R$ 360 milhões para manutenção do plano de saúde até novembro foi aprovada por 39 sindicatos.

Outras 60 bases rejeitaram a proposta e decidiram retomar as negociações, entre elas Pernambuco, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis. Já 27 sindicatos aprovaram a greve, incluindo bases da Bahia, Ceará, Piauí e Belo Horizonte.

O Banco do Brasil informou que participa das negociações realizadas junto à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e também mantém uma mesa específica para tratar das reivindicações dos funcionários.

Durante a paralisação, o banco orienta os clientes a utilizarem canais alternativos, como aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, telefone e WhatsApp.

Apesar dos impasses específicos na Caixa e no Banco do Brasil, a categoria bancária assinou nesta quarta-feira (9) uma nova convenção coletiva de trabalho, que alcança cerca de 500 mil profissionais.

O acordo prevê reajuste salarial correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescido de 0,6% de ganho real. O percentual também será aplicado ao vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.

O índice definitivo será conhecido nesta sexta-feira (11).

A convenção também garante o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O valor varia de acordo com o salário do trabalhador e o resultado financeiro de cada banco.

A PLR referente a 2026 deverá ser paga integralmente até março de 2027, com antecipação prevista ainda para este mês.

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