TRÊS CASOS DE CANDIDA AURIS SÃO CONFIRMADOS NO HOSPITAL OTÁVIO DE FREITAS; DOIS PACIENTES MORREM NO RECIFE

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Imagem: Nicolas Armar/dpa/picture alliance

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) confirmou nesta quinta-feira (18) três novos casos de infecção pelo Candida auris no Hospital Otávio de Freitas, localizado no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife. A notificação acende um novo alerta sobre o avanço do fungo considerado um “superfungo” pela comunidade médica global devido à sua alta resistência a medicamentos antifúngicos.

Dos três pacientes diagnosticados, dois faleceram — um de 44 anos e outro de 49 — ambos com comorbidades pré-existentes, como câncer, tuberculose e histórico de acidente vascular cerebral (AVC). O terceiro paciente, de 33 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) respiratória do hospital, em estado estável e sob isolamento.

Diante da situação, a SES e a direção do hospital, com orientação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), decidiram suspender temporariamente novas admissões na UTI onde está internado o paciente infectado. A medida visa garantir uma desinfecção rigorosa do ambiente e o monitoramento contínuo dos demais pacientes.

As visitas à UTI continuam autorizadas, mas com número reduzido de visitantes. Entre os protocolos adotados para conter a disseminação do fungo estão a higienização rigorosa das mãos, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a limpeza de superfícies e equipamentos médicos com desinfetantes de alta eficácia.

Histórico do “superfungo” em Pernambuco

Esta não é a primeira vez que Pernambuco registra casos de Candida auris. O primeiro episódio ocorreu no final de 2021, no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Desde então, diversos hospitais da Região Metropolitana já precisaram suspender parcialmente os atendimentos devido à presença do fungo.

Em 2022, o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, confirmou casos e, em maio de 2023, suspendeu atendimentos após a circulação de um paciente infectado por várias alas da unidade. Em julho do mesmo ano, foi a vez do Hospital Getúlio Vargas (HGV), também no Recife, fechar temporariamente por causa de novos registros.

Mais recentemente, em junho de 2024, o Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, alterou o funcionamento de setores emergenciais após a infecção de uma paciente de 64 anos.

O que é a Candida auris?

O Candida auris é um fungo raro e multirresistente que pode causar infecções graves, especialmente em ambientes hospitalares. Ele é frequentemente associado a surtos em unidades de terapia intensiva e representa um desafio crescente para o controle de infecções, já que pode sobreviver em superfícies por longos períodos e resistir a tratamentos convencionais.

A principal forma de prevenção é o controle rigoroso de higiene hospitalar e a vigilância ativa dos casos, já que o fungo se espalha com facilidade em ambientes fechados e entre pacientes imunocomprometidos.

A SES reforça que o monitoramento está sendo mantido e que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução do caso. A população é orientada a seguir as orientações médicas e de biossegurança, principalmente em visitas hospitalares.

Por: Wesley Souza

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