STF TEM BATE-BOCA, BILHETES E GESTOS DE APROXIMAÇÃO DURANTE JULGAMENTO SOBRE MORAES

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Imagem: Reprodução internet

A primeira parte do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi marcada por momentos de tensão, divergências entre ministros e cenas de cordialidade nos bastidores.

A sessão começou com atraso de cerca de 20 minutos, sob a condução do presidente do STF, Edson Fachin. Durante a leitura do relatório, Moraes permaneceu concentrado no celular, enquanto André Mendonça, responsável por solicitar o documento à PF, fazia anotações.

O clima esquentou quando ministros discutiram questões regimentais e a participação de Dias Toffoli no julgamento. Toffoli explicou por que não pretende votar no caso e, na sequência, recebeu um bilhete por meio de seu assistente. O conteúdo do recado não foi divulgado.

Também houve momentos de confronto entre Moraes e Mendonça. Em um deles, Mendonça mencionou a existência de uma suposta “PF paralela”, provocando uma reação de Moraes. Gilmar Mendes também fez críticas a Mendonça, que demonstrou discordância com gestos durante a manifestação.

Apesar dos atritos, o ambiente mudou após Fachin interromper temporariamente a sessão. Gilmar e Moraes deixaram o plenário conversando, enquanto Flávio Dino permaneceu ao lado de Mendonça. Antes de sair, Dino ainda abraçou Fachin, em um gesto de proximidade entre os dois ministros.

A sessão, portanto, combinou discussões jurídicas e regimentais com demonstrações de cordialidade entre integrantes da Corte, em meio a um julgamento de forte repercussão política e institucional.

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