
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) será realizado neste domingo (13) em diferentes municípios do país. A avaliação, coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), busca verificar o nível de conhecimento adquirido pelos estudantes de medicina e produzir indicadores sobre a qualidade dos cursos de graduação.
A aplicação ocorrerá nos estados e no Distrito Federal, conforme os locais definidos pelo Inep. Os candidatos devem consultar o cartão de confirmação de inscrição antes da prova para conferir informações como endereço, horário, número de inscrição e eventuais condições relacionadas a atendimento especializado ou uso de nome social.
Como funciona a avaliação
O Inep publicou um manual específico para explicar as etapas do Enamed, desde a elaboração das questões até a divulgação dos resultados. O material apresenta os critérios utilizados para medir o desempenho dos participantes e esclarece como a avaliação individual se relaciona com a análise dos cursos.
Um dos parâmetros utilizados é o nível de proficiência. Para a edição de 2026, o limite estabelecido pelo exame é de 60 pontos. A partir desse resultado, os participantes são classificados de acordo com o desempenho obtido na prova.
A avaliação dos cursos segue uma metodologia própria. O indicador não corresponde simplesmente à média das notas dos estudantes. O cálculo considera a proporção de concluintes que atingiram o nível de proficiência e transforma esse percentual em uma escala de 1 a 5.
A classificação é distribuída da seguinte forma:
- Conceito 1: menos de 40% dos concluintes proficientes;
- Conceito 2: de 40% a menos de 60%;
- Conceito 3: de 60% a menos de 75%;
- Conceito 4: de 75% a menos de 90%;
- Conceito 5: 90% ou mais.
Para participar do cálculo, o estudante precisa estar regularmente inscrito pela instituição, comparecer à prova e ter resultado considerado válido. Cursos que não alcançarem o número mínimo de dez concluintes nessas condições recebem a classificação “Sem Conceito”.
Questões são elaboradas por especialistas
A construção da prova envolve diferentes etapas. Segundo as informações apresentadas pelo Inep, questões são produzidas por professores de medicina selecionados por meio de chamada pública. Posteriormente, os itens passam por análise e são utilizados na composição do caderno de provas pelas equipes responsáveis pela avaliação.
O processo busca alinhar o conteúdo cobrado às competências e conhecimentos esperados de estudantes que estão concluindo a graduação médica.
Enamed ganha novas funções
Além de medir a formação dos estudantes, o Enamed passou a ocupar posição estratégica na política nacional de avaliação dos cursos de medicina. A proposta é utilizar os resultados para produzir informações sobre a qualidade da formação oferecida pelas instituições de ensino superior.
O exame também está relacionado ao acesso a programas de residência médica de acesso direto. A nota pode ser utilizada em processos seletivos, incluindo o Exame Nacional de Residências (Enare), ampliando o impacto da avaliação na trajetória profissional dos participantes.
A partir de 2027, a previsão é que o Enamed seja aplicado duas vezes por ano aos estudantes concluintes de medicina.
As mudanças fazem parte de uma política de integração da formação médica estabelecida pelo governo federal. Entre as medidas anunciadas está a utilização do desempenho no exame como referência para a comprovação da proficiência necessária ao exercício profissional.
O registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) é requisito para que o médico possa atuar legalmente no país. Com a nova sistemática, o resultado obtido no Enamed passa a ter relevância também nessa etapa da carreira.
O que o candidato deve conferir
Na véspera da prova, a principal recomendação aos inscritos é verificar o cartão de confirmação e conferir antecipadamente o endereço do local de aplicação. O documento reúne os dados necessários para o candidato se organizar para o exame.
A avaliação deste domingo representa, portanto, uma etapa importante não apenas para medir o conhecimento dos futuros médicos, mas também para consolidar um novo modelo de acompanhamento da formação médica no Brasil.