LULINHA ABRE SIGILOS E SE OFERECE PARA DEPOR EM INVESTIGAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL

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Imagem: Alex Silva /Estadão

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, autorizou o acesso aos próprios sigilos fiscal, bancário e telemático e se colocou à disposição das autoridades para prestar depoimento. A informação foi divulgada nesta terça-feira (20) pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que afirmou ter comunicado a iniciativa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e à Polícia Federal (PF).

Em entrevista à CNN Brasil, o defensor disse que a decisão foi tomada de forma voluntária após o avanço das investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Carvalho, os documentos foram disponibilizados às autoridades, e Lulinha poderá comparecer para prestar esclarecimentos caso seja convocado, mesmo morando atualmente na Espanha com a família.

De acordo com o advogado, a Polícia Federal informou à defesa que ainda não haveria elementos suficientes para ouvir Lulinha. Apesar disso, as investigações continuam em andamento. As apurações foram autorizadas pelo STF no fim de julho e envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas à atuação de empresas junto ao governo federal. Mendonça é relator de dois dos inquéritos, enquanto o ministro Flávio Dino conduz uma terceira investigação.

Relação com investigada entrou no radar da PF

O nome de Lulinha passou a ser associado às apurações após a divulgação de informações sobre sua proximidade com a empresária Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto. A ação da Polícia Federal apura um esquema de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O celular da empresária foi apreendido pelos investigadores. Relatórios da apuração apontaram suspeitas de que ela teria atuado em favor de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado pelos investigadores como figura central do esquema. A relação de Lulinha com Roberta e possíveis conexões com pessoas e empresas investigadas estão entre os elementos que levaram o filho do presidente ao radar das autoridades.

Defesa contesta investigação

Marco Aurélio de Carvalho criticou a continuidade das apurações e afirmou considerar que não há justificativa para manter Lulinha como alvo da investigação. O advogado também questionou a atuação da Polícia Federal e alegou que o filho do presidente estaria sendo investigado principalmente por seu vínculo familiar com Lula.

As declarações representam a posição da defesa. Até o momento, a abertura dos sigilos e a disposição para depor não encerram as investigações, que seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.

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