
A Polícia Federal em Pernambuco, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Cátedra, com o objetivo de combater corrupção, fraudes em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE). Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
As ordens judiciais, expedidas pela 13ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco, foram executadas simultaneamente em diversos campi do IFPE, localizados em Abreu e Lima, Barreiros, Bezerros, Escada, Paulista, Recife, São Lourenço da Mata e Vitória de Santo Antão. A operação mobilizou cerca de 60 policiais federais.
Vícios em licitações e uso de ‘laranja’
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram irregularidades em processos licitatórios relacionados à aquisição de gêneros alimentícios pela instituição. Entre os indícios apurados estão:
- Contrafação de documentos;
- Vínculos indevidos entre empresas concorrentes;
- Repasses de valores de fornecedores para servidores da autarquia federal, utilizando conta bancária de “laranja”;
- Práticas que teriam comprometido o caráter competitivo de licitações.
Diante das evidências, estão sendo investigados os crimes de frustração ao caráter competitivo da licitação, fraude em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas podem chegar a 50 anos de reclusão.
IFPE se manifesta
Em nota oficial, o IFPE informou que tomou conhecimento da operação na manhã desta quinta-feira e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A instituição reforçou o compromisso com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Confira parte do comunicado divulgado:
“O IFPE ratifica seu compromisso permanente com a transparência, a ética e a correta aplicação dos recursos públicos. Nesse sentido, a Instituição já se colocou à disposição dos órgãos competentes para fornecer todas as informações e documentos que se fizerem necessários para a investigação em curso.”
Origem do nome
Batizada como Operação Cátedra, a ação faz referência ao termo em latim cathedra, que significa “cadeira” ou “assento de professor”, uma alusão ao ambiente acadêmico onde, segundo as investigações, ocorreram as irregularidades.
A PF segue apurando os fatos, e novas informações podem ser divulgadas ao longo do andamento do inquérito.
Por: Wesley Souza