
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida, anunciada pelo governo do presidente Donald Trump, atinge aproximadamente 3 mil produtos e pode reduzir a competitividade de diversos setores brasileiros no mercado norte-americano.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a decisão foi tomada após uma investigação comercial que concluiu que o Brasil adota práticas consideradas prejudiciais ao comércio bilateral, citando como exemplos o sistema de pagamentos PIX e a regulamentação das plataformas digitais.
O governo brasileiro contestou as justificativas e afirmou que a medida possui motivação política, classificando a iniciativa como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.
A sobretaxa será cobrada dos importadores americanos no momento da entrada das mercadorias brasileiras nos Estados Unidos. Na prática, isso aumenta o custo dos produtos, o que pode desestimular novas compras por empresas norte-americanas.
Apesar da abrangência da medida, mais de 2 mil produtos foram excluídos da tarifa por serem considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou por não haver produção suficiente desses itens no mercado interno americano.
Entre os principais produtos que ficaram de fora da nova taxação estão petróleo bruto, café em grão, carne bovina, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio.
Já setores como os de máquinas industriais, máquinas agrícolas, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, papel, calçados e alguns produtos de alumínio passam a ser diretamente impactados pela tarifa adicional de 25%.
O governo brasileiro informou que acompanha os desdobramentos da medida e avalia possíveis ações dentro dos mecanismos previstos pelas regras do comércio internacional.