
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a afirmar que é falsa a informação de que as urnas eletrônicas brasileiras ou os softwares utilizados nas eleições tenham sido fornecidos pela empresa venezuelana Smartmatic. O esclarecimento foi republicado nesta quarta-feira (22), após declarações do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), durante encontro com diplomatas.
Na ocasião, Flávio mencionou um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas de 2012 e afirmou que equipamentos utilizados no Brasil teriam origem ligada à mesma empresa. O senador também defendeu o envio de mais observadores internacionais para acompanhar as eleições de 2026.
A republicação do comunicado foi autorizada pelo ministro Kassio Nunes Marques. O texto, divulgado originalmente em 2022, reforça que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem participou do desenvolvimento dos programas utilizados nas eleições brasileiras.
Segundo o TSE, todo o sistema eletrônico de votação foi concebido e é administrado pela Justiça Eleitoral. As urnas são produzidas por empresas contratadas por licitação pública, enquanto os equipamentos utilizam sistemas próprios de comunicação, sem conexão com a internet durante a votação.
A Corte informou ainda que a atuação da Smartmatic no Brasil limitou-se à prestação de serviços específicos, como treinamento de equipes de suporte técnico e contratos relacionados à conexão de dados e voz, sem participação na fabricação ou programação das urnas eletrônicas.