
O italiano Paolo Zampolli, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à emissora RAI que mulheres brasileiras seriam “prostitutas” e uma “raça maldita”. A declaração foi exibida no último domingo (19).
Durante a conversa, Zampolli também disse que brasileiras seriam “programadas para causar confusão”. Ao comentar sua relação com uma ex-companheira, ele afirmou que “as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo”.
Em outro trecho da entrevista, o aliado de Trump reforça as declarações ao responder a questionamentos do repórter sobre o comportamento de brasileiras. Ele sustenta que haveria uma suposta “programação” para esse tipo de conduta. Na sequência, faz novas afirmações ofensivas ao se referir a uma conhecida de sua ex-companheira, usando termos de teor misógino e xenófobo.
Zampolli foi casado por cerca de duas décadas com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. A ex-companheira foi deportada dos Estados Unidos em outubro do ano passado, após mais de 20 anos no país. Segundo ela, a medida teria ocorrido em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho.
A modelo também acusa o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual. As alegações não foram comentadas publicamente por Zampolli até o momento.
A entrevista foi ao ar na televisão italiana e repercutiu nas redes sociais. Até a publicação desta reportagem, nem a Casa Branca nem Zampolli haviam se manifestado oficialmente sobre o conteúdo das declarações.
Zampolli também aparece citado em documentos ligados ao caso do financista Jeffrey Epstein, investigado por exploração sexual de menores. O italiano frequentava eventos sociais em Nova York nos anos 1990 e chegou a manter relações profissionais com Epstein no setor de agenciamento de modelos.
Com informações do Diario de Pernambuco.