VACINA ATUALIZADA CONTRA COVID-19 REDUZ RISCO DE AVC, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E MORTES EM IDOSOS, APONTA ESTUDO

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Assinatura aconteceu no dia 11 de abril. (Imagem: Phillipe Guimarães/MS)
Imagem: Phillipe Guimarães/MS

Um estudo publicado nesta semana na revista científica JAMA Internal Medicine apontou que a vacina atualizada contra a Covid-19 reduziu em 38% o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e morte por causas cardiovasculares em idosos.

A pesquisa foi realizada com veteranos de guerra dos Estados Unidos e mostrou resultados ainda mais expressivos entre pessoas com mais de 75 anos. Nesse grupo, a redução dos eventos cardiovasculares chegou a 50,7%.

De acordo com os pesquisadores, os benefícios foram mais evidentes em indivíduos com doenças pré-existentes, como doenças cardiovasculares, doença renal crônica, doença pulmonar crônica, diabetes e imunossupressão.

O levantamento aponta que dois eventos cardiovasculares graves relacionados à Covid-19 deixaram de ocorrer a cada 10 mil pessoas vacinadas. Quando considerados todos os eventos cardiovasculares, inclusive aqueles sem relação direta com a doença, foram evitados 24 casos a cada 10 mil vacinados.

Segundo os autores, em uma população de 1 milhão de pessoas, a vacinação poderia evitar aproximadamente 1.580 mortes e 2.370 eventos cardiovasculares adversos em um período de oito meses.

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 1 milhão de participantes, dos quais 349.085 receberam as versões atualizadas das vacinas contra a Covid-19 para o período 2024-2025. Entre os imunizantes aplicados estavam a Moderna, responsável por 65,4% das doses registradas, a Pfizer-BioNTech, com 34,1%, e a Novavax, com 0,5%.

Os participantes foram acompanhados por até oito meses após a vacinação.

Apesar dos resultados positivos observados entre os idosos com mais de 75 anos, os pesquisadores destacam que, nas demais faixas etárias avaliadas, os dados não apresentaram relevância estatística suficiente para confirmar o mesmo nível de proteção contra eventos cardiovasculares.

Os autores também ressaltaram limitações do estudo. Segundo eles, a população analisada é composta predominantemente por veteranos norte-americanos idosos, brancos e do sexo masculino, o que pode limitar a aplicação dos resultados para outros grupos populacionais.

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