
Aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que votarem nas eleições de 2026 poderão ter a prova de vida registrada automaticamente. O eleitor não precisará apresentar o comprovante de votação nem solicitar o procedimento ao instituto.
A medida prevê o compartilhamento de dados entre a Justiça Eleitoral e o INSS. As informações sobre o comparecimento às urnas serão utilizadas pelo instituto como uma das formas de confirmar que o beneficiário está vivo.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
A prova de vida é uma verificação utilizada pelo INSS para evitar pagamentos indevidos e fraudes. Desde 2023, o procedimento deixou de depender, como regra, do comparecimento do beneficiário a uma agência bancária. O instituto passou a consultar bases de dados públicas em busca de registros recentes que confirmem a vida do segurado.
Quem não votar terá o benefício suspenso?
Não. O comparecimento às urnas é apenas uma das formas que podem ser utilizadas pelo INSS para realizar a prova de vida. Portanto, quem não votar não terá o benefício suspenso automaticamente por esse motivo.
Nesses casos, o instituto continuará buscando outros registros em bases oficiais, como atendimentos em órgãos públicos e emissão de documentos, entre outras interações que possam confirmar a situação do beneficiário.
A necessidade de regularização só deverá ocorrer caso o INSS não encontre registros suficientes para realizar a comprovação. O beneficiário pode acompanhar a situação pelos canais oficiais do instituto, incluindo o aplicativo ou site Meu INSS e a Central 135.