
Médicos anunciaram nesta segunda-feira (27) dois novos casos de remissão sustentada do HIV, elevando para 13 o número de pacientes que permanecem sem carga viral detectável após a interrupção do tratamento com antirretrovirais. Os resultados serão apresentados na 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro.
Os dois pacientes passaram por transplantes de células-tronco para tratar doenças graves do sangue, e não como terapia contra o HIV. Um deles está há 14 meses sem uso de medicamentos, enquanto o outro completou 12 meses sem tratamento, ambos sem sinais de retorno do vírus nos exames.
Apesar dos resultados, especialistas afirmam que ainda é cedo para falar em cura definitiva. O termo mais adequado, segundo pesquisadores, é “remissão sustentada do HIV sem antirretrovirais”, já que os pacientes precisam ser acompanhados por mais tempo para confirmar que o vírus não voltará a se manifestar. A recomendação é de pelo menos dois anos de monitoramento antes de fortalecer essa evidência.
Os casos reforçam o avanço das pesquisas, mas também evidenciam que o transplante de células-tronco não é uma opção de tratamento para pessoas que vivem com HIV. O procedimento é indicado apenas para pacientes com doenças hematológicas graves, devido ao alto risco envolvido.