LULA CHAMA LAVA JATO DE “GRANDE MENTIRA DO SÉCULO” E CRITICA ATUAÇÃO DA IMPRENSA E DO JUDICIÁRIO

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País já registrou mais de dez mortes. (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (22) que a Operação Lava Jato foi “a grande mentira do século XXI” no Brasil. Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula voltou a criticar a condução da operação, a cobertura da imprensa e o papel de figuras centrais do processo, como o senador Sergio Moro (União-PR) e o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Ao comentar o caso que resultou em sua prisão em 2018, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lula afirmou que os meios de comunicação contribuíram para fortalecer personagens que, segundo ele, não conseguiram comprovar as acusações feitas ao longo da investigação.

“Os meios de comunicação fomentaram dois monstros: chamado Moro e Dallagnol, e depois não provaram nada”, declarou o presidente.

Lula também criticou os impactos da operação sobre grandes empresas brasileiras, argumentando que a Lava Jato teve como consequência a destruição de negócios e empregos no país.

“Quando uma empresa pratica algum ato de corrupção, você prende o dono e deixa a empresa funcionando, gerando empregos. Mas ali, o objetivo era quebrar as empresas. A serviço de quem?”, questionou.

Deflagrada em 2014 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, a Operação Lava Jato investigou um amplo esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e diversos agentes políticos. Lula foi condenado e preso em um dos desdobramentos da operação, mas teve suas condenações anuladas pelo STF, que apontou irregularidades processuais e reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro.

Durante a entrevista, o presidente também falou sobre o descrédito da população em relação à política e fez um apelo à participação da juventude na vida pública.

“Mesmo que você ache que não existe mais político honesto, que ninguém presta, você precisa gostar de política e entrar nela para ser o honesto que deseja”, afirmou.

As declarações reacendem o debate sobre os efeitos políticos, econômicos e institucionais da Lava Jato, uma das operações mais emblemáticas da história recente do país.

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