BRASIL REGISTRA MENOR GERAÇÃO DE EMPREGOS PARA SETEMBRO DESDE 2020

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Imagem: Isabela Costa/ Metropolitana FM Caruaru


O Brasil criou 121,3 mil empregos com carteira assinada em setembro de 2026. O número foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e representa o pior resultado para o mês desde 2020, quando começou a série histórica do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


De acordo com os dados, foram registradas 2,21 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões no período. O saldo representa uma queda de 43,5% em relação a setembro de 2025, quando foram abertas 214,6 mil vagas formais.


Na comparação com os anos anteriores, o resultado também ficou abaixo dos saldos registrados em setembro de 2021 (330,1 mil), 2022 (278,6 mil), 2023 (204,8 mil), 2024 (252,3 mil) e 2025 (214,6 mil).


Geração de empregos no ano


Entre janeiro e setembro de 2026, o país acumulou a criação de 1,25 milhão de empregos formais. O número representa uma redução de 27,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram geradas 1,73 milhão de vagas.


Ao final de setembro, o Brasil contabilizava 48,36 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O estoque é superior ao registrado em agosto deste ano, quando havia 48,24 milhões de vínculos formais, e em setembro de 2025, quando o total era de 47,57 milhões.


Salário médio de admissão


O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41 em setembro. O valor apresentou uma pequena queda em relação a agosto, quando chegou a R$ 2.430,51. Na comparação com setembro do ano passado, porém, houve aumento, já que o salário médio naquele período era de R$ 2.384,50.


Diferença entre Caged e taxa de desemprego


Os dados do Caged consideram apenas os empregos com carteira assinada e não incluem trabalhadores informais. Por isso, os números não devem ser confundidos com a taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculada por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).


Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor percentual para esse período desde 2012.


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