BIENAL DO BARRO DO BRASIL REÚNE DEZ ARTISTAS EM EXPOSIÇÃO GRATUITA EM CARUARU

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Imagem: Divulgação

A terceira edição da Bienal do Barro do Brasil começa nesta terça-feira (3), em Caruaru, com a exposição “Escassez e abundância: rotas de fuga”. A mostra reúne obras de dez artistas do Brasil e de Portugal e fica aberta ao público até 28 de novembro, no antigo galpão da Fábrica Caroá, localizado no complexo do Armazém da Criatividade. A entrada é gratuita.

A exposição utiliza o barro como ponto de partida para discutir temas como território, memória, identidade e desigualdade. A produção artística de Caruaru está representada por Ratinho, Terezinha Gonzaga e Tavares da Gaita, que morreu em 2009 e terá trabalhos inéditos apresentados na cidade. Também participam Adones Valença, de Belo Jardim, Edson Atikum, de Carnaubeira da Penha, além de artistas de outras regiões do Brasil e de Portugal.

Com curadoria de Carlos Mélo, a Bienal questiona a associação histórica do Nordeste à seca, à pobreza e à escassez. A proposta também aborda a falta de investimentos e oportunidades para artistas que produzem fora dos grandes centros culturais, destacando a diversidade da produção artística do interior pernambucano. As obras estão organizadas em torno de três estados da matéria: pó, lama e cerâmica.

A abertura será às 17h desta terça-feira, com apresentação da exposição e visita guiada. Às 19h, a artista portuguesa Beatriz Albuquerque apresenta a performance “A crise na fortuna”. No sábado (7), às 17h, Anna Bella Geiger realiza a performance “O pão nosso de cada dia”, no auditório do Armazém da Criatividade. A visitação da mostra acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Por Millena Galvão

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