
O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) identificou irregularidades em todas as 52 lavanderias fiscalizadas durante uma força-tarefa realizada entre os dias 8 e 11 de maio no Polo Têxtil do Agreste. A operação contou com apoio da Polícia Federal e inspecionou estabelecimentos localizados em Caruaru, Toritama, Surubim, Vertentes e Frei Miguelinho.
As equipes verificaram itens relacionados à saúde e segurança dos trabalhadores, como instalações elétricas, máquinas e equipamentos, caldeiras, condições sanitárias, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e documentação obrigatória.
Entre os principais problemas encontrados estavam falhas na proteção de máquinas, irregularidades elétricas, ausência ou inadequação de EPIs, problemas em caldeiras e banheiros em condições precárias.
Segundo a procuradora do Trabalho Gabriela Maciel, todas as empresas apresentaram algum tipo de irregularidade. Em três casos considerados de grave e iminente risco, o MPT precisou ingressar na Justiça para solicitar a interdição das caldeiras.
A operação contou ainda com a participação da procuradora Maria Roberta Rocha, peritos em Engenharia e Segurança do Trabalho e agentes da Secretaria Regional de Segurança Institucional (SRSI) do MPT-PE.
A atuação do MPT no Polo Têxtil do Agreste ocorre desde 2019. Naquele ano, 34 lavanderias foram fiscalizadas e todas apresentaram irregularidades. Em 2021, uma nova força-tarefa inspecionou 66 estabelecimentos. Já em 2023, foram vistoriadas 40 empresas, incluindo empreendimentos que já respondiam a procedimentos ou ações judiciais.
O Polo Têxtil do Agreste é considerado o segundo maior polo de confecções do Brasil. A região reúne mais de 18 mil empresas em 13 municípios e é responsável pela geração de cerca de 140 mil empregos diretos e indiretos.
Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama concentram a maior parte da produção e comercialização de confecções, sendo referências nacionais no setor.