
O futebol pernambucano despertou enlutado nesta sexta-feira (14) com a notícia da morte de Milton Caldas Bivar, aos 73 anos, em decorrência de um câncer. Ex-presidente do Sport Club do Recife, Bivar marcou sua trajetória no clube com liderança firme, gestão de resultados e uma relação afetiva que ultrapassou os limites administrativos.
Uma liderança moldada pela paixão rubro-negra
Engenheiro civil e empresário, Milton Bivar iniciou sua jornada no Sport muito antes de ocupar o cargo máximo da diretoria. Atuou por anos em conselhos internos, participou de debates estratégicos e se tornou figura influente nos bastidores. A proximidade com o clube e a experiência acumulada abriram caminho para que assumisse a presidência em diferentes momentos.
Seu ponto alto veio no comando do Sport entre 2007 e 2008, período que culminou na conquista da histórica Copa do Brasil de 2008. A façanha, marcada por jogos emblemáticos na Ilha do Retiro, colocou o clube no mapa nacional de maneira definitiva e consolidou Bivar como um dos nomes mais importantes da história recente da instituição.
Gestão além do campo
Apesar de o título nacional ter sido o marco mais lembrado de sua trajetória, Milton Bivar também se destacou por implementar reformas estruturais, buscar estabilidade financeira e estimular a modernização do clube. Em 2020, ao deixar a presidência para cuidar da saúde, reforçou publicamente a necessidade de equilíbrio pessoal após anos de intensa dedicação ao Sport.
Respeito construído com presença e diálogo
Mesmo em períodos de crise ou divergências políticas internas, Bivar mantinha respaldo de boa parte da torcida, que via nele um dirigente próximo do dia a dia do clube e comprometido com o projeto esportivo. Seu nome tornou-se inseparável de momentos decisivos da história rubro-negra.
Um legado que permanece
A morte de Milton Bivar encerra um capítulo fundamental da vida política do Sport Club do Recife. Sua contribuição transcende taças e cargos: está registrada na memória afetiva dos torcedores, nas transformações estruturais do clube e no orgulho que ajudou a alimentar no futebol pernambucano.
Por: Bell Pereira