
A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire e autorizou que ele responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares. A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que considerou haver excesso de prazo na instrução processual.
O religioso estava em prisão domiciliar desde julho de 2023, após ter sido preso preventivamente durante as investigações. Na decisão, o magistrado afirmou que a demora no andamento do processo não pode ser atribuída à defesa e destacou que Airton permaneceu quase três anos submetido à medida sem descumprir as determinações judiciais.
Apesar da liberdade, o padre deverá cumprir uma série de restrições. Entre elas estão a proibição de manter contato com a denunciante, exercer atividades religiosas e fazer publicações nas redes sociais sobre o processo. Ele também continua com as funções eclesiásticas suspensas pela Diocese de Pesqueira.
A defesa afirmou que a manutenção da prisão domiciliar já não era proporcional ao estágio atual da ação penal e informou que continuará buscando a absolvição do religioso nos processos que seguem em tramitação.
O padre Airton Freire é investigado por acusações de estupro relacionadas a um caso ocorrido em agosto de 2022, em Buíque, no Agreste de Pernambuco. Segundo denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o motorista e segurança Jailson Leonardo da Silva teria cometido a violência sexual contra uma mulher por determinação do sacerdote durante um acompanhamento espiritual. O padre nega as acusações. O processo continua em andamento na Justiça.