
Caruaru ganhou, a partir desta quinta-feira (11), um novo marco histórico e turístico. A cidade passou a integrar oficialmente a Rota do Cangaço, circuito que reúne locais por onde passaram importantes nomes do movimento que marcou o sertão nordestino. A formalização do título ocorreu durante a inauguração de uma placa instalada na Estação Ferroviária, ponto onde o cangaceiro Antônio Silvino, conhecido como Rifle de Ouro, esteve custodiado há exatos 111 anos.
A relação entre Caruaru e o cangaço só foi revelada recentemente, após estudos conduzidos pelos historiadores José Urbano e George Pereira. A pesquisa identificou que, em 1º de dezembro de 1914, Antônio Silvino foi levado à Estação Ferroviária de Caruaru, de onde seguiu para o Recife. Lá, foi julgado e condenado a mais de 200 anos de prisão, consolidando um capítulo significativo da história do cangaço.
Para o setor turístico, a inclusão de Caruaru na Rota do Cangaço representa a abertura de um novo atrativo cultural, capaz de fortalecer o fluxo de visitantes interessados na narrativa histórica do Nordeste e ampliar o repertório de experiências oferecidas pela Capital do Agreste.
Integração com a 7ª Semana Viva Gonzaga
A cerimônia de inauguração da placa integra a programação da 7ª Semana Viva Gonzaga, que segue até sábado (13) com uma série de atividades dedicadas à preservação e valorização do legado do Rei do Baião. Estão previstas palestras nas noites de quinta (11) e sexta-feira (12), além de uma manhã especial de encerramento no sábado, a partir das 7h30, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga.
O último dia do evento contará com café da manhã temático e três importantes ações culturais: a inauguração da Calçada da Fama do Forró, da Sala Luiz Gonzaga e a reinauguração do Museu da Fábrica de Caroá, reforçando o compromisso da cidade com a preservação de sua memória e de suas tradições.
Caruaru, portanto, celebra simultaneamente a descoberta de um novo elo com a história do cangaço e mais uma edição de um dos eventos culturais mais simbólicos do seu calendário.
Por: Wesley Souza