
Pernambuco passou a contar com um Plano de Salvaguarda da Capoeira, documento que reúne diretrizes para orientar ações de preservação e valorização da manifestação cultural no estado. A proposta foi validada em uma reunião realizada na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Pernambuco, com a participação de mestres, contramestres e capoeiristas de diferentes regiões.
O plano prevê o acompanhamento das políticas públicas já existentes e a criação de novas iniciativas voltadas à continuidade da capoeira. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2014, a prática reúne elementos como luta, dança, música e expressão cultural. Os ajustes apresentados durante a reunião serão incorporados à versão final do documento, que deverá ser publicada posteriormente.
A construção do plano teve como base três iniciativas promovidas pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe): os Fóruns de Salvaguarda da Capoeira, uma consulta pública e duas edições da Semana Estadual da Capoeira. Os encontros foram realizados em parceria com o Iphan e reuniram praticantes para discutir demandas e propostas de preservação.
Entre dezembro de 2025 e março de 2026, os fóruns passaram por Salgueiro, Arcoverde, Caruaru, Palmares, Igarassu e Recife. A escolha dos municípios considerou a presença da capoeira nessas regiões e a possibilidade de reunir participantes de cidades vizinhas. Após a publicação, o documento deverá orientar a atuação do poder público e da sociedade civil na execução das medidas previstas.
Por Millena Galvão