VERÃO COMEÇA NESTE DOMINGO E DEVE TER CALOR INTENSO E CHUVAS ABAIXO DA MÉDIA EM PERNAMBUCO

Foto: Pixabay

O verão começa às 12h03 neste domingo (21) e segue até 20 de março de 2026, trazendo dias mais longos, noites mais curtas e temperaturas elevadas em Pernambuco. A estação mais quente do ano é tradicionalmente marcada por maior incidência de sol e condições favoráveis a atividades ao ar livre, mas, neste ciclo, deve registrar volumes de chuva abaixo da média histórica em parte do período.

Segundo o meteorologista Romilson Ferreira, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o solstício de verão ocorre em razão da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol, o que aumenta a incidência de radiação solar no hemisfério Sul. No Estado, esse fator tende a elevar as temperaturas ao longo da estação.

Apesar da previsão de menor volume de chuvas nos primeiros meses, o período é considerado estratégico para a agropecuária. O calor favorece o desenvolvimento de culturas plantadas em dezembro, como feijão e milho, além da fruticultura irrigada. As precipitações típicas do verão contribuem para o suprimento hídrico e ajudam a reduzir perdas provocadas pelo estresse térmico das plantas.

Em reunião realizada na quinta-feira (18), no Recife, técnicos da Apac apontaram que janeiro e fevereiro devem registrar chuvas abaixo da média em Pernambuco, enquanto março tende a apresentar volumes próximos ao padrão climatológico.

Na Região Metropolitana do Recife, a média histórica mensal é de 100,9 milímetros em janeiro, 122,9 em fevereiro e 212,2 em março. Na Zona da Mata, os valores são de 67,6 milímetros em janeiro, 81,3 em fevereiro e 128,2 em março. No Agreste, as médias ficam em 43,5 milímetros em janeiro, 56,3 em fevereiro e 90,6 em março. Já no Sertão, os volumes médios são de 76,5 milímetros em janeiro, 94,8 em fevereiro e 133,8 em março. Em Fernando de Noronha, a precipitação média é de 67,4 milímetros em janeiro, 76,8 em fevereiro e 165,9 em março.

Além dos impactos climáticos e econômicos, o verão traz efeitos diretos à saúde. O dermatologista Paulo Guedes, do Hospital Jayme da Fonte, destaca que a maior exposição ao sol favorece a produção de vitamina D pelo organismo. A estação também estimula a prática de atividades físicas ao ar livre, o que pode contribuir para a melhora do humor e da disposição.

Do ponto de vista climático, o período pode ser influenciado pela atuação do fenômeno La Niña. De acordo com a meteorologista Josefa Morgana Viturino de Almeida, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico e costuma favorecer o aumento das chuvas no Norte e Nordeste, ao mesmo tempo em que contribui para períodos mais secos no Sul e Sudeste. O efeito é oposto ao do El Niño, associado ao aquecimento das águas e à inversão desses padrões.

Mesmo com a previsão de chuvas abaixo da média em parte do verão, os órgãos de monitoramento recomendam atenção aos alertas meteorológicos emitidos pelo Inmet e pela Apac, disponíveis nos sites oficiais e nas redes sociais das instituições.

Por: Bell Pereira

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