
Esta é a primeira que o país conquista a estatueta. (Imagem: Divulgação)
Neste domingo (02) o cinema brasileiro entrou para a história do Oscar como Melhor Filme Internacional, com a obra “Ainda Estou Aqui”, levando a estatueta de ouro tão esperada.
“Ainda Estou Aqui”, inspirado no livro escrito por Marcelo Rubens Paiva, concorreu em três categorias:
Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. A cerimônia de premiação aconteceu no Teatro Dolby, em Los Angeles. Parte do elenco de “Ainda Estou Aqui” esteve presente como o ator Selton Melo. A atriz Fernanda Torres estava concorrendo como Melhor Atriz, mas a premiação não veio. No entanto, Fernanda teve forte influência e um importante trabalho na divulgação do filme.
A indicação ao Oscar veio de uma obra do escritor brasileiro Marcelo Rubens Paiva, filho do ex-deputado Rubens Paiva que foi morto durante a ditadura militar na década de 70.
Marcelo documentou, em “Ainda Estou Aqui”, a luta de sua mãe, Eunice Paiva, para que sua família tivesse o registro do que de fato aconteceu com o seu marido, Rubens Paiva. Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, foi uma importante ativista brasileira que lutou contra a opressão, censura e horrores da ditadura militar, na década de 70, além de ganhar grande espaço na pauta de direitos dos indígenas, promovendo debates sobre a importância da demarcação de terras para combater o garimpo ilegal que põe em risco a fauna, flora e a vida dos povos originários.
“Ainda Estou Aqui” tem direção de Walter Salles. O cineasta brasileiro já foi o responsável por levar o Brasil a grandes indicações também em outra oportunidade com “Central do Brasil”, na mesma indicação de Fernanda Montenegro.
Por Natália Rodrigues