CARUARU SEDIA 1º ENCONTRO DE GRAFITEIRAS DO AGRESTE COM ARTISTAS DE TODO O BRASIL

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Iniciativa inédita transforma território periférico. (Imagem: Divulgação)


Pela primeira vez no Agreste de Pernambuco, a cena do graffiti será ocupada exclusivamente por mulheres. No próximo sábado (24) e domingo (25), os muros do bairro São José, em Caruaru, se transformam em telas para o 1º Encontro de Grafiteiras do Agreste, reunindo 36 artistas de diversas regiões do país em um grande mutirão de arte urbana.


Idealizado pelas artistas Yasmina e Manda, criadoras do coletivo caruaruense As Minas Colab (@asminascolab), o evento propõe transformar o território periférico em um mosaico de cores e narrativas. Durante os dois dias de programação, as artistas estarão nas ruas da comunidade, realizando intervenções e promovendo o encontro entre a arte urbana e a cultura popular, a partir do protagonismo feminino no graffiti.


“O encontro surge da necessidade de ocupar espaços que, historicamente, nos foram negados enquanto mulheres. O graffiti ainda é uma arte majoritariamente masculina, e a ideia é romper com essa lógica, mostrando que também estamos nas ruas, com nossas tintas e nossas histórias. Esse é também um movimento de afirmação, e a gente faz isso colorindo Caruaru com muita arte coletiva”, destaca Yasmina, artista visual e uma das idealizadoras do projeto.


Na noite do sábado (24), o evento segue com o Encontro de Hip Hop Feminino do Agreste, no Casarão das Rendeiras, que contará com apresentações de DJs, batalhas de rima, tags, breaking feminino e uma performance especial do grupo Boi Tira Teima, referência na cultura popular pernambucana.


Com compromisso com a acessibilidade e a inclusão, o evento oferece estrutura completa às participantes, incluindo alimentação, hospedagem, materiais de pintura, intérprete de Libras e recreação infantil para mães com crianças pequenas, garantindo acesso integral e conforto para todas as artistas envolvidas.


“Pensar acessibilidade é pensar pertencimento, e isso é parte do que a gente acredita como coletivo. Desde o início, queríamos que todas as artistas se sentissem seguras, acolhidas e com condições reais de participar. A arte urbana precisa ser inclusiva, principalmente para as mulheres, que muitas vezes enfrentam barreiras adicionais para ocupar esses espaços”, destaca a artista e coidealizadora do projeto, Manda Lima.

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