
O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
A medida foi adotada após o órgão identificar comprometimento da situação econômico-financeira do banco, com agravamento do quadro de liquidez, além de descumprimento de normas regulatórias e desobediência a determinações da autoridade monetária.
Com a decretação da liquidação, os bens dos controladores e administradores da instituição tornam-se indisponíveis, conforme prevê a legislação. O BC informou que dará continuidade às apurações para verificar eventuais responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e encaminhar informações às autoridades competentes.
De acordo com dados do próprio Banco Central, o Banco Pleno é classificado como conglomerado de pequeno porte, com participação de 0,04% no total de ativos e de 0,05% nas captações do Sistema Financeiro Nacional.
Augusto Ferreira Lima deixou a sociedade do Banco Master em 2024. Em novembro do ano passado, ele foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na venda de carteiras do Banco Master ao BRB – Banco de Brasília.
A liquidação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação para situações em que a instituição não apresenta condições de manter suas atividades de forma regular, cabendo ao Banco Central conduzir o processo e preservar os interesses do sistema financeiro e dos credores.
Por: Bell Pereira