LULA PARTICIPA DO BATISMO DO PRIMEIRO CAÇA GRIPEN PRODUZIDO NO BRASIL E DESTACA AVANÇO TECNOLÓGICO

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (25) da cerimônia de batismo do primeiro caça F-39E Gripen produzido em território nacional. O evento ocorreu no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, e marcou um novo estágio do programa de desenvolvimento de aeronaves de combate no país.

Fabricado em parceria entre a Embraer e a sueca Saab, o modelo integra um projeto estratégico da Força Aérea Brasileira para modernizar a frota de defesa aérea. Segundo o Palácio do Planalto, a produção local coloca o Brasil entre um grupo restrito de países com capacidade de desenvolver e fabricar aeronaves militares de alta complexidade — condição inédita na América Latina.

Durante a visita, o presidente também conheceu o protótipo de carro voador elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), desenvolvido pela Eve Air Mobility, voltado à mobilidade aérea urbana. Lula não discursou no evento.

Fortalecimento da indústria e da soberania

De acordo com a FAB, o programa Gripen deve ampliar a autonomia do país na área de defesa, ao reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e estimular a transferência de tecnologia. O projeto também impulsiona a Base Industrial de Defesa, com a qualificação de profissionais e a inserção da indústria nacional na cadeia global do setor.

Dados da Aeronáutica indicam que a iniciativa já resultou na criação de mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos.

Presente à cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o investimento em inovação é estratégico para o desenvolvimento do país. Segundo ele, o governo federal disponibilizou R$ 108 bilhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para projetos nessa área.

“O domínio tecnológico é determinante para o futuro das nações”, afirmou Alckmin, que também acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Impacto na defesa e na economia

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, destacou que a produção do caça no Brasil amplia o acesso a tecnologias avançadas e fortalece a indústria nacional. Segundo ele, o investimento no setor contribui para consolidar a capacidade de dissuasão do país e reforçar a segurança regional.

Já o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, classificou o projeto como um marco para a aviação brasileira. Ele afirmou que o batismo simboliza a transição da fase de planejamento para a execução do programa.

Das 36 aeronaves adquiridas pelo Brasil, 15 deverão ser produzidas no país, o que, segundo a Aeronáutica, tende a ampliar a cadeia produtiva de alto valor agregado e consolidar a capacidade industrial nacional no setor de defesa.

Para Damasceno, a combinação de infraestrutura, mão de obra qualificada e capacidade de inovação coloca o país em condições de expandir a produção do modelo em território nacional.

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