
O cineasta espanhol Oliver Laxe, indicado ao Oscar 2026 pelo filme Sirat, gerou controvérsia ao criticar a atuação de brasileiros na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A declaração foi feita na última quinta-feira (22), durante entrevista ao talk show espanhol La Revuelta, em meio à repercussão das indicações da principal premiação do cinema mundial.
Ao comentar a presença brasileira entre os votantes do Oscar, Laxe afirmou que os membros do país seriam “ultranacionalistas”. “Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse o diretor.
Atualmente, cerca de 70 brasileiros integram a Academia. Entre eles estão nomes de destaque do cinema nacional, como Sonia Braga, Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Selton Mello, Maeve Jinkings e o diretor Walter Salles, que participou da cerimônia do ano passado com o filme Ainda Estou Aqui.
Reação nas redes
A fala repercutiu negativamente entre internautas brasileiros. Usuários passaram a comentar em massa na conta oficial de Sirat no Instagram, com mensagens de protesto e defesa do cinema nacional. Expressões como “Respeita o Brasil” e o uso de bandeiras do país se repetiram nos comentários. Em tom irônico, um usuário escreveu: “Mexeu com a casa de moribundo”.
Apesar da polêmica, Laxe demonstrou distanciamento em relação à disputa por estatuetas. Sirat concorre em duas categorias no Oscar 2026 e enfrenta diretamente o brasileiro O Agente Secreto na corrida por Melhor Filme Internacional. “Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes”, afirmou o diretor.
Brasil na disputa
Representante do Brasil na premiação, O Agente Secreto recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. O desempenho reforça a presença brasileira na edição de 2026 e amplia o debate sobre a participação do país na principal vitrine do cinema mundial.
Por: Bell Pereira