
Nove praias do litoral pernambucano estão classificadas como impróprias para banho, segundo o mais recente boletim de balneabilidade divulgado pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH). O levantamento é válido até a próxima quinta-feira (29) e serve de alerta para moradores e turistas que ainda aproveitam o período de férias.
Do total de trechos considerados inadequados para recreação, seis estão localizados no litoral norte do Estado. A lista inclui a praia de Jaguaribe, em Itamaracá; o Janga, em Paulista; e quatro pontos em Olinda — Rio Doce, Bairro Novo, Carmo e Milagres. No Recife, o único trecho classificado como impróprio fica na praia do Pina, na zona sul da capital. Já no litoral sul, aparecem Suape e Gaibú, ambas no município do Cabo de Santo Agostinho.
De acordo com a CPRH, o monitoramento da qualidade da água é realizado semanalmente, em locais com cerca de um metro de profundidade, faixa mais utilizada para banho. A última coleta que embasou o boletim ocorreu no dia 3.
A classificação segue os critérios da Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece padrões para águas destinadas à recreação de contato primário. O enquadramento leva em conta a concentração de coliformes termotolerantes, analisada a partir de um conjunto de cinco amostras consecutivas ou de coletas realizadas com intervalo mínimo de 24 horas.
Águas salinas são consideradas próprias quando, em pelo menos 80% das amostras, o índice não ultrapassa 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros. Já a condição de imprópria é aplicada quando esse critério não é atendido ou quando a última amostragem registra concentração superior a 2.500 coliformes por 100 mililitros.
Apesar das restrições em alguns pontos, o boletim indica que a maior parte do litoral monitorado permanece apta para banho. Trechos tradicionais e bastante frequentados, como Boa Viagem, Piedade, Candeias, Porto de Galinhas, Carneiros e Tamandaré, aparecem na categoria própria.
A CPRH recomenda que a população consulte regularmente os boletins de balneabilidade antes de entrar no mar, especialmente após períodos de chuva, quando há maior risco de contaminação da água.
Por: Bell Pereira