
Os estudantes atendidos pelo programa Pé-de-Meia passarão a ter mais opções para aplicar os recursos recebidos do benefício. A partir de uma parceria firmada entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação e a B3, os valores poderão ser mantidos na poupança ou investidos no Tesouro Selic.
A parceria foi oficializada na tarde desta sexta-feira (30), mas já está em funcionamento desde novembro de 2025 por meio do aplicativo Caixa Tem. Desde então, cerca de 50 mil estudantes beneficiários do programa já optaram por investir no Tesouro Direto.
O Pé-de-Meia atende aproximadamente 4 milhões de estudantes do ensino médio da rede pública, por meio de um incentivo financeiro-educacional criado pelo governo federal. Até então, os recursos recebidos só podiam ser aplicados na poupança.
Com a nova possibilidade, os estudantes poderão investir no Tesouro Selic, título público que acompanha a taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a iniciativa reforça a educação financeira entre os jovens. “Dar a opção de escolha faz com que o estudante busque informação e aprenda a tomar decisões conscientes sobre o uso do dinheiro”, afirmou.
De acordo com o Tesouro Nacional, o Tesouro Selic foi escolhido por ser uma alternativa segura, sem risco de perda do valor investido, assim como a poupança, embora os rendimentos variem conforme as condições do mercado.
A escolha do tipo de aplicação, bem como o acompanhamento da rentabilidade, poderá ser feita diretamente pelo aplicativo Caixa Tem. Segundo Tiago Cordeiro, diretor de produtos de governo da Caixa, o app apresenta informações explicativas sobre cada modalidade de investimento, auxiliando o estudante na decisão.
Sobre o Pé-de-Meia
Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o programa Pé-de-Meia é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública, com o objetivo de estimular a permanência e a conclusão escolar.
Os alunos recebem R$ 200 mensais, mediante comprovação de matrícula e frequência, valor que pode ser sacado a qualquer momento. Além disso, há um depósito anual de R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só pode ser retirado após a formatura no ensino médio.
Somando os incentivos mensais, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Enem, o valor total pode chegar a R$ 9,2 mil por estudante, segundo o Ministério da Educação.
Por: Wesley Souza