ANVISA PROÍBE VENDA DE CANETAS EMAGRECEDORAS SEM REGISTRO E ALERTA PARA RISCOS À SAÚDE

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, a partir desta quarta-feira (21), a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso de medicamentos à base de tirzepatida, das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, por falta de registro no país. Os produtos são conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a Anvisa, os medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e vendidos de forma irregular, principalmente pelas redes sociais, sem qualquer autorização, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador. Por terem origem incerta, a agência afirma que não há garantia sobre o conteúdo, a qualidade ou a segurança dos produtos, motivo pelo qual o uso é considerado proibido em qualquer circunstância.

A agência reforça que apenas canetas com registro e aprovação podem ser utilizadas no Brasil e somente com prescrição médica. Esses medicamentos são indicados para pacientes com diabetes ou obesidade, conforme critérios definidos em bula, como Índice de Massa Corporal acima de 30 ou acima de 27, nos casos associados a outras doenças.

Especialistas alertam que o uso indiscriminado e fora das indicações — conhecido como uso off-label — tem se ampliado entre pessoas que desejam emagrecer rapidamente. Os fármacos atuam imitando hormônios do trato gastrointestinal, reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade, além de influenciarem o controle da glicose e o metabolismo.

Apesar dos benefícios terapêuticos quando usados corretamente, os medicamentos podem causar efeitos colaterais, sobretudo gastrointestinais, como náusea, refluxo, diarreia, constipação e dor abdominal. Há ainda risco de cálculos biliares e de complicações associadas à perda excessiva de peso, como desnutrição, quando utilizados sem indicação clínica.

A Anvisa orienta que qualquer tratamento para obesidade ou diabetes seja feito com acompanhamento médico e alerta a população para não adquirir medicamentos por canais informais ou sem registro oficial.

Por: Bell Pereira

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp

Veja também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *