COREN-PE IDENTIFICA SUPERLOTAÇÃO E FALTA DE PROFISSIONAIS NO IMIP EM RECIFE

Situação foi denunciada por pacientes. (Imagem: Everson Teixeira/Ass)


O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou, nesta quarta-feira (30), uma fiscalização no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no Recife. A equipe formada por integrantes do Departamento de Fiscalização da autarquia e da Procuradoria Jurídica identificou, entre outros problemas, superlotação nos setores de obstetrícia e déficit no quadro de profissionais de enfermagem.


Na ação, os fiscais do Coren-PE inspecionaram os seguintes setores: triagem obstétrica, Centro de parto normal, Pré-parto, Centro obstétrico e Enfermaria do 3° andar do Hospital Geral Pediátrico. Na triagem, a equipe contabilizou 13 pacientes, mas o espaço só possui cinco leitos. Já o Pré-parto, que comporta 17 pacientes, no momento da fiscalização, a equipe contabilizou 28 pacientes e 8 recém-nascidos. O Centro de parto normal encontrava-se com lotação máxima de cinco pacientes.


Durante a fiscalização, foram coletados relatos de pacientes, que pediram anonimato, apontando demora no atendimento e falta de vagas para internação. Uma delas é uma manicure, de 25 anos, que no momento da ação encontrava-se com 38 semanas de gestação. A jovem deu entrada na unidade de saúde na última terça-feira (29), no período da manhã. A mulher foi encaminhada para uma sala denominada “isolamento”, por onde permaneceu por mais de 24 horas, enquanto aguardava transferência para outra unidade. Segundo a jovem, ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, o que representa risco para a gestação.


Os problemas identificados pelo Coren-PE resultam em sobrecarga da equipe assistencial e aumento do risco de eventos adversos. Um levantamento feito pela equipe da autarquia aponta uma média de 60 atendimentos por plantão de 12h. “A instituição já vem sendo acompanhada pelo Coren-PE há bastante tempo, inclusive com a tramitação de uma Ação Civil Pública que resultou em decisão favorável à contratação de profissionais de enfermagem. Observa-se de forma evidente a ausência de parâmetros mínimos de segurança técnica nas escalas de trabalho, o que nos causa grande preocupação” ressalta Drª Ravena Ferreira, Chefe da Divisão de Fiscalização/Sede.


Além dos problemas já apontados, a inspeção identificou ausência de cobertura de férias de alguns integrantes da equipe de enfermagem, profissionais exercendo funções alheias à sua formação e técnicos atuando sem supervisão. A administração da unidade tem até o fim do mês de agosto para regularizar o quadro de enfermagem, obedecendo a necessidade urgente de adequação ao quantitativo mínimo estabelecido pelas normas do Conselho Federal de Enfermagem e pela Portaria Ministerial vigente.


A estimativa do Departamento de Fiscalização do Coren-PE aponta a necessidade da contratação de pelo menos 15 profissionais de enfermagem, entre técnicos e enfermeiros, a fim de garantir assistência segura e de qualidade à população.



Fonte: Coren-PE.

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