
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nessa quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos. A decisão atende a um pedido apresentado pelos filhos do ex-chefe do Executivo e tem efeito imediato.
De acordo com o processo, FHC apresenta quadro avançado de Alzheimer, o que motivou a solicitação judicial. Com a medida, o economista Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, assumindo a responsabilidade pela gestão patrimonial, financeira e pelos atos civis do pai.
A decisão estabelece prazo de 15 dias para que seja formalizada a anuência de Patrícia Kundrát, que mantém união estável com o ex-presidente desde 2014. O procedimento é exigido para a continuidade da curatela nos termos fixados pela Justiça.
A sentença foi assinada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 2ª Vara da Família e Sucessões, com base em laudos médicos e no consentimento de familiares. Segundo a magistrada, já havia um entendimento prévio entre pai e filho acerca da necessidade de curadoria, inclusive com a existência de instrumento de representação legal.
Sociólogo e cientista político, Fernando Henrique Cardoso governou o país entre 1995 e 2002. Ao longo da trajetória acadêmica, lecionou em instituições como a Universidade de São Paulo e universidades no exterior, além de ser um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira, legenda da qual é presidente de honra.
As informações do Correio Braziliense.