
O Governo de Pernambuco oficializou, neste sábado (28), a nomeação de 315 policiais penais aprovados no último concurso público da categoria. Com a nova convocação, chega a 1.307 o total de profissionais nomeados desde 2023, completando a chamada de todos os aprovados no certame.
A oficialização foi publicada no Diário Oficial e faz parte das ações voltadas ao fortalecimento do sistema prisional. Segundo a governadora Raquel Lyra, a medida reforça o planejamento da gestão para ampliar a segurança e melhorar as condições de trabalho nas unidades prisionais.
“Nomeamos todos os 1.307 policiais penais aprovados no último concurso público, cumprindo aquilo que foi planejado para reforçar o sistema prisional. É uma medida concreta para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais e mais eficiência na gestão, contribuindo também para a ressocialização e para a tranquilidade da população”, afirmou.
A convocação integra o programa Juntos pela Segurança, que reúne ações de prevenção e enfrentamento à violência, com foco na atuação integrada das forças de segurança.
Para o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, a ampliação do efetivo permitirá dar continuidade à expansão da rede prisional e ao fortalecimento das políticas de reinserção social. “Essa nomeação demonstra o compromisso com o sistema prisional e com a segurança pública”, destacou.
Ampliação de vagas
Desde 2023, foram entregues 1.854 novas vagas no sistema prisional, sendo 954 no Presídio Policial Penal Leonardo Lago e 900 na unidade 2 do Presídio de Itaquitinga. Outras 5.754 vagas estão em construção, incluindo 2.754 no Complexo de Araçoiaba e 3 mil nas unidades 3, 4 e 5 do Presídio de Itaquitinga.
Em Caruaru, a Penitenciária Juiz Plácido de Souza também passará por ampliação, com previsão de 155 novas vagas.
Reorganização da rede
Em 2025, a secretaria desativou 12 cadeias públicas consideradas inadequadas, transferindo os detentos para unidades com melhor estrutura. Uma delas foi a Penitenciária Professor Barreto Campelo, que começou a ser demolida após cinco décadas de funcionamento.
De acordo com a gestão, a reorganização busca reduzir custos operacionais e otimizar a distribuição do efetivo da Polícia Penal, acompanhando o aumento do número de vagas e a chegada dos novos profissionais.
Por: Wesley Souza