
Julgamento retoma às 14h. (Imagem: Pedro França/Senado)
A ministra do STF, Cármen Lúcia, é um dos votos mais aguardados na sessão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos 07 aliados na tentativa de golpe de estado. Isso porque a ministra da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pode formar maioria na condenação do ex-presidente ou empatar os votos. Até o momento, o placar do julgamento está 2 votos a 1 para que seja confirmada a condenação.
Votaram a favor da condenação de Bolsonaro e aliados, os ministros Alexandre de Moraes, que é relator do caso, e o ministro Flávio Dino. O único que votou contrário à condenação foi o ministro Luiz Fux, que afirmou que o STF não teria competência para tal julgamento.
A votação com a decisão da ministra Cármen Lúcia começará às 14h desta quinta (11).
Bolsonaro e outros 7 aliados são considerados réus no caso e estão sendo julgados pela tentativa de golpe de estado, arquitetada em 2022, que pretendia impedir o curso da democracia no país, negando o resultado das urnas eletrônicas, em que foi eleito com a maioria dos votos válidos da população brasileira o atual presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de Bolsonaro, os outros réus julgados são: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e Segurança), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), General Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa) e o Tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).