
Em 2026, o tema do Maio Amarelo é “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. Com este destaque, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) quer chamar a atenção das instituições e das pessoas que fazem parte do trânsito sobre a participação de todos na redução de sinistros, mortes e feridos nas vias brasileiras.
De acordo com a PRF, os números registrados entre janeiro e abril deste ano mostram crescimento significativo nos sinistros com motos em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2026, foram contabilizados 621 sinistros envolvendo motocicletas, com 788 pessoas feridas e 56 mortes. No mesmo intervalo de 2025, foram registrados 478 sinistros, que resultaram em 596 feridos e 49 mortes.
Entre as principais causas das colisões estão a ausência de reação do condutor, responsável por 97 registros, além da reação tardia ou ineficiente, com 75 ocorrências, e o acesso à via sem observar outros veículos, apontado em 72 sinistros. Segundo a PRF, os casos estão diretamente ligados à falta de atenção no trânsito, muitas vezes provocada pelo uso do celular ao volante.
Outro comportamento considerado perigoso pela corporação é a circulação de motociclistas entre veículos de grande porte, como ônibus e caminhões. A PRF alerta que o deslocamento de ar e a velocidade dos veículos aumentam o risco de perda de controle da moto e atropelamentos.
Os agentes também destacam o perigo causado pelo chamado “ponto cego”, situação em que motoristas de veículos maiores não conseguem visualizar motociclistas que trafegam muito próximos, aumentando o risco de acidentes.
Criado em 2014, o Maio Amarelo é coordenado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e o Sest/Senat. A campanha surgiu após iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca incentivar ações voltadas à segurança viária em diversos países.
Além da campanha educativa, o Brasil também conta com o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que tem como meta reduzir em pelo menos 50% o número de mortes no trânsito no país.
Por: Helen Fernandes