
Hospital contou com R$ 84 milhões em investimentos. (Imagem: Divulgação/HMA)
O Hospital da Mulher do Agreste (HMA), localizado em Caruaru, completou dois meses de atuação. Inaugurado ainda no mês de maio, a instituição já teve contabilizados 1.000 partos realizados e quase de 8 mil atendimentos. Desde o primeiro dia de atendimento até a última sexta-feira (11/07) foram registrados 1 mil nascidos vivos, sendo 581 (58,2%) por meio de partos normais e 418 (41,8%) cesarianas. Em julho, já são 145 nascidos vivos, sendo 83 (57,2%) por partos normais e 62 (42,8%) cesáreos.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica Hospitalar do HMA, no mês de maio, houve 407 nascidos vivos, sendo 238 (58,6%) por partos normais e 169 (41,4%) por partos cesáreos. Já em junho, foram 448 nascidos vivos, sendo 261 (58,1%) partos normais e 187 (41,9%) cesáreos.
As obras do Hospital da Mulher tiveram início em 2014 e foram entregues quase 12 anos depois. A instituição leva o nome das artista plástica Luísa Cavalcanti Maciel, fundadora da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras (Acaccil). De acordo com o governo de Pernambuco, o Estado ainda terá outras quatro maternidades que serão construídas nos municípios de Igarassu, Garanhuns, Serra Talhada e Ouricuri a fim de garantir a ampliação da assistência materno-infantil no Estado. A unidade atende mais de 50 municípios pertencentes a IV e V Regionais de Saúde, com a previsão de realizar cerca de 8 mil partos por ano (mais de 10% dos partos realizados em todo o Estado).
Ao todo, o Hospital da Mulher teve cerca de R$ 84,8 milhões em investimentos. A unidade conta com 190 leitos que atendem casos de urgências de alta complexidade em obstetrícia e ginecologia, incluindo UTI neonatal e adulta, bloco cirúrgico com cinco salas e ambulatórios especializados com serviços de ginecologia, obstetrícia, mastologia, cardiologia, endocrinologia, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia, nutrição, fisioterapia pélvica, odontologia, entre outras áreas. Também estão disponíveis no Centro de Imagem exames como ultrassonografia convencional e com doppler, tomografia computadorizada, mamografia, bem como histeroscopia, o que reduz a necessidade de posicionamento de pacientes para a capital.
A unidade conta ainda com um espaço equipado para acolher e prestar assistência, inclusive com residência temporária, às grávidas, às mulheres no pós-parto e aos bebês que necessitam de uma assistência contínua sem a necessidade de internação hospitalar: a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (Casa de Maria), que tem 20 alojamentos com o suporte de profissionais especializados. Além disso, há ainda o Canguru, com 15 leitos, sendo 05 de fototerapia, onde as mães ficam responsáveis pelos cuidados com os recém-nascidos, sob auxílio e acompanhamento da equipe multiprofissional formada por nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, médicos, psicólogos e assistentes sociais.