Imagem: Rosinei Coutinho / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A informação foi divulgada em nota oficial pela Secretaria de Comunicação do tribunal nesta sexta-feira (6).

A manifestação ocorre após o jornal O Globo publicar reportagem afirmando que prints de mensagens encontrados pela Polícia Federal do Brasil (PF) no celular de Vorcaro indicariam uma suposta conversa com o ministro.

Segundo o STF, uma análise dos dados apontou que as mensagens atribuídas a Moraes estavam, na verdade, associadas a outros contatos da agenda do banqueiro. De acordo com a nota, os arquivos com os prints estariam vinculados a pastas de diferentes contatos no computador de Vorcaro, e não ao número telefônico do ministro.

“O conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores demonstra que os prints das mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculados a pastas de outros contatos de sua lista telefônica, não tendo qualquer relação com o ministro Alexandre de Moraes”, informou o tribunal.

Ainda conforme o comunicado, os nomes dos contatos verdadeiros não serão divulgados devido ao sigilo das investigações.

Transferência para presídio federal

Preso desde quarta-feira (4), Daniel Vorcaro foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, unidade de segurança máxima do sistema prisional. Até então, ele estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo.

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator das investigações no STF, após pedido da Polícia Federal. Segundo a corporação, a medida foi necessária devido ao risco de o investigado influenciar o andamento das apurações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Investigação sobre vazamento

Na mesma decisão, o ministro também autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar possíveis vazamentos de dados sigilosos do banqueiro, incluindo informações bancárias, fiscais e telemáticas.

O pedido partiu da defesa de Vorcaro, que argumenta que conteúdos privados do empresário passaram a circular na imprensa após o compartilhamento dessas informações com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em empréstimos consignados ligados a aposentados e pensionistas do INSS.

De acordo com os advogados, a investigação deverá apurar a origem e a responsabilidade pela divulgação dos dados, que estavam sob sigilo judicial.

Por: Wesley Souza

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