Redução da gasolina reforça expectativa de deflação em julho e agosto e dá discurso a Bolsonaro

Economistas calculam que esse alívio no preço pago pelas distribuidoras vai chegar a 2%. Foto: Reprodução/Internet

Sob pressão do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Petrobras anunciou ontem uma redução de 4,9% no preço da gasolina, a primeira no valor do produto desde dezembro do ano passado. A partir desta quarta-feira (20), o valor médio de venda nas refinarias da estatal passará de R$ 4,06 para R$ 3,86 por litro, um corte de R$ 0,20.

Economistas calculam que esse alívio no preço pago pelas distribuidoras vai chegar a 2% para os motoristas nos postos de combustíveis, que já vêm reduzindo o preço nas bombas na maior parte dos estados nas últimas semanas com o teto para o ICMS sobre combustíveis.

Essa redução, viabilizada por um alívio na cotação internacional do petróleo, reforça a expectativa de deflação entre julho e agosto, quando a campanha eleitoral se intensifica, puxada pelos preços de combustíveis e energia elétrica. André Braz, economista da FGV, prevê uma redução de 0,13 ponto percentual no IPCA, o índice oficial de inflação do país, em trinta dias.

O efeito contra a inflação é uma notícia que não poderia chegar em melhor hora para Bolsonaro, já que a alta do custo de vida é um dos principais responsáveis pela baixa aprovação de seu governo e um fatores que dificultam seu avanço nas pesquisas na corrida eleitoral para reduzir a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera a disputa com um discurso focado na economia.

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