
Números geram reflexão no Dia Internacional das Mulheres. (Imagem: Reprodução/Adobe Stock)
No Brasil, as mulheres mesmo sendo maioria da população, com 51,5% (6 milhões a mais que homens) de acordo com dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE 2022, ainda são as mais prejudicadas quando se é falado de remuneração de trabalho. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese – as mulheres recebem um rendimento médio cerca de 22% a menos que homens.
O levantamento é baseado em dados usados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do 3º trimestre de 2024. Quando comparada a qualificação profissional com nível superior, as mulheres recebem menos ainda, sendo 27% mesmo tendo o nível de educação igual a de homens.
Essa é a realidade debatida durante décadas no Brasil. Muitos movimentos feministas realizam discussões sobre o assunto em busca de equiparar a diferença, tornando a sociedade um espaço de oportunidades iguais para todas as pessoas, principalmente para as mulheres que são as mais afetadas.
A diferença salarial se reflete preocupante também para as mulheres pretas, onde mulheres negras com ensino superior recebem cerca de R$ 3.964 e mulheres não negras recebem cerca de R$ 5.478.
Por: Natália Rodrigues.