
A cantora, atriz e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, durante tratamento contra um câncer colorretal nos Estados Unidos. Diagnosticada com a doença em janeiro de 2023, Preta enfrentava uma dura batalha desde então, marcada por cirurgias complexas, quimioterapias agressivas e um processo de reabilitação longo e público.
A artista havia viajado recentemente aos EUA em busca de terapias experimentais, após a recidiva do câncer no início de 2025. Segundo fontes próximas, a cantora apresentou piora significativa após uma sessão de quimioterapia na última quarta-feira (16) e não resistiu. Familiares como o filho Francisco Gil e amigos próximos, incluindo a atriz Carolina Dieckmann, acompanharam os momentos finais da artista. Gilberto Gil, pai de Preta, foi informado em Salvador e teve um mal-estar diante da notícia.
Preta Gil deixa um legado profundo na música, no entretenimento e na luta por diversidade e inclusão. Com seis álbuns lançados e uma carreira consolidada desde o início dos anos 2000, ela foi uma das primeiras artistas brasileiras a levantar com firmeza pautas como o empoderamento feminino, a valorização da estética fora dos padrões e os direitos da comunidade LGBTQIA+. Seu bloco de Carnaval, o “Bloco da Preta”, se tornou um dos maiores do Rio de Janeiro, reunindo milhões de foliões.
Além de cantora, Preta atuou como atriz em novelas e filmes, apresentou programas de TV e foi sócia da agência Mynd, voltada para influenciadores e causas sociais. Mesmo nos momentos mais delicados da doença, seguiu se comunicando com fãs e apoiadores pelas redes sociais. Em março de 2025, chegou a agradecer pela vida com a frase: “Sou grata a cada pílula”. Sua luta, marcada por coragem e vulnerabilidade pública, comoveu o Brasil e fortaleceu o debate sobre saúde, representatividade e dignidade no enfrentamento do câncer. A família deve divulgar em breve informações sobre o velório e cerimônia de despedida.
Por: Wesley Souza