INTOXICAÇÃO POR METANOL: HMV DIZ QUE DUAS MORTES E UMA PERDA DE VISÃO PARCIAL EM CARUARU PODEM TER SIDO PELO COMPOSTO

Imagem: Divulgação

Três casos de intoxicação grave por metanol, com dois óbitos confirmados, foram registrados recentemente no Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. As vítimas, oriundas dos municípios de Lajedo e João Alfredo, apresentaram sintomas clássicos de envenenamento, com destaque para a perda de visão e, em um caso, evolução fatal da doença.

O primeiro caso, ocorrido em 02 de setembro, envolveu um homem de 43 anos, que deu entrada no hospital em estado gravíssimo e, apesar de todos os esforços médicos, faleceu em 09 de setembro. O segundo, também de Lajedo, tratou-se de um homem de 32 anos que, após ingestão da mesma bebida suspeita, apresentou perda parcial de visão. Ele foi tratado e recebeu alta em 23 de setembro, embora a recuperação visual tenha sido apenas parcial.

Já o terceiro paciente, proveniente de João Alfredo, deu entrada no hospital no dia 26 de setembro, em estado grave. Mesmo com o tratamento intensivo, o quadro de saúde piorou e ele veio a falecer em 30 de setembro.

O Perigo do Metanol e a Vigilância Sanitária

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é uma substância tóxica que pode ser encontrada em bebidas adulteradas, muitas vezes destinadas ao mercado informal. A intoxicação por metanol pode causar danos irreversíveis à visão, insuficiência renal e até mesmo a morte. Quando ingerido, o metanol é metabolizado no organismo em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas para os órgãos vitais.

A gravidade dos casos chamou a atenção das autoridades de saúde. O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox) foi informado sobre a ocorrência em 02 de setembro e desde então tem acompanhado o desenvolvimento dos casos. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) também foi notificada e está conduzindo ações de fiscalização para identificar e conter a distribuição de bebidas adulteradas na região.

A situação gerou um alerta sobre a circulação de bebidas clandestinas, especialmente em tempos de festas populares e celebrações, que aumentam o consumo de produtos não regulamentados. A Apevisa, em colaboração com outros órgãos de saúde pública, intensificou as fiscalizações em estabelecimentos comerciais e pontos de venda suspeitos, além de divulgar alertas sobre os riscos de consumir bebidas de origem duvidosa.

Como Prevenir?

Para evitar intoxicações por metanol, é crucial que a população siga algumas recomendações básicas:

Evitar comprar bebidas em pontos não regulamentados – A origem duvidosa de alguns produtos pode ser um grande risco.

Desconfie de bebidas com preços muito baixos – Bebidas que não passam por controle de qualidade podem conter metanol ou outras substâncias nocivas.

Fique atento aos sinais de intoxicação – Caso sinta sintomas como dor de cabeça forte, náuseas ou dificuldade para enxergar após ingerir bebidas alcoólicas, procure imediatamente ajuda médica.

Denuncie – Caso desconfie da venda de produtos adulterados, denuncie aos órgãos de vigilância sanitária para evitar mais casos de intoxicação.

A vigilância constante e a educação da população são ferramentas essenciais para evitar que casos como os de Caruaru se repitam. O metanol é um veneno silencioso, e a prevenção é a chave para salvar vidas.

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