
Uma trabalhadora doméstica de 54 anos foi resgatada no Recife após viver, por 36 anos, em condição análoga à escravidão. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mulher, explorada desde os 17 anos, não recebia salário, cumpria jornadas exaustivas e era submetida a rígido controle da rotina, isolamento e intimidações constantes.
A vítima apresentava ferimentos nos pés e vivia em situação considerada de “extrema vulnerabilidade”, conforme relataram auditores fiscais. Além da ausência total de remuneração, ela enfrentava restrições severas de circulação, o que dificultava qualquer tentativa de denúncia. Após o resgate, ocorrido no dia 7, a mulher foi acolhida por familiares e passou a receber acompanhamento da Assistência Social municipal.
Os empregadores firmaram acordo com o Ministério Público do Trabalho, reconhecendo o vínculo empregatício iniciado em 1989 e assumindo o pagamento de indenizações por danos morais e materiais. Eles ainda poderão responder nas esferas civil e criminal ao término das investigações.
Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados anonimamente pelo Sistema Ipê, plataforma do MTE disponível na internet, ou pelo Disque 100, serviço gratuito e ativo 24 horas. O canal também recebe denúncias via WhatsApp, Telegram e videochamada em Libras.
Por: Bell Pereira